
O sol dos Sonhos derreteu-lhe as asas.
E caiu lá do céu onde voava
Ao rés-do-chão da vida.
A um mar sem ondas onde navegava
A paz rasteira nunca desmentida...
Mas ainda dorida
No seio sedativo da planura,
A alma já lhe pede impenitente,
A graça urgente
De uma nova aventura.
Miguel Torga
(borboleta: parnasius mnemosyne)
3 comentários:
Lindo!
Mesmo sem asas podemos voar, ansiando e procurando por novas aventuras.
O nome da borboleta (da espécie, se não me engano) é bonito :)
Entristece um pouco a negligência de Ícaro... a distracção, eventualmente, provocada pelo entusiasmo.
Mas anima o anseio por novas aventuras, ainda que ou mesmo por que trazem novos horizontes e novos riscos :)
o nome... ring a bell... :)
Massa gostei da poesia muito enteressante.
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